terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Poesias

Serenata na montanha

Eu sonhei quando dormi no mesmo sonho eu ouvi uma voz dizendo vá,

enfrentar a verde mata, fazer uma serenata na montanha do Pará.



Eu entrei de mato adentro quando cheguei bem no centro afinei meu violão,

como estava em terra estranha, pedi licença à montanha e cantei uma canção



Quando eu estava cantando vi um índio vir chegando e começou a me falar:

atenda o morubixaba, me acompanhe até a taba que o pajé mandou chamar.



Eu parei meu instrumento e ali naquele momento de viver perdi a fé,

com o violão de lado nesta hora eu fui levado à presença do pajé



O pajé falou comigo e foi dizendo meu amigo cante aí uma canção.

Eu cantei, ele alegrou-se, uma índia apaixonou-se e me ofertou seu coração



Eu mirei sua beleza, foi esta a maior surpresa que no mundo eu pude ter,

pois eu nunca vi tão bela, uma índia igual àquela nunca mais eu hei de ver



Ali naquele momento a pedi em casamento e o pajé não fez questão

Eu casei-me lá na mata , houve uma serenata de viola e de canção



Quando a festa terminou-se todo mundo retirou-se e eu dali sai também,

com a índia pela flora porém nesta mesma hora acordei não vi ninguém.

Sabiá Laranjeiras.
Sabiá Laranjeiras.Morto em 1º de agosto de 2005.

22/11/2009
Para ser um escritor
PARA SER UM ESCRITOR



Escrever com precisão,
fazer um texto bonito
é tirar sangue de pedra,
rimar boi com periquito,
matar um leão por dia
catar piolho da tia,
tirar leite de cabrito

Vai garimpando palavras
como quem busca tesouro,
lá no meio do pedregulho
achar pepitas de ouro
e enquanto rabisca o texto
é só encontrar um pretexto
prá logo cair no choro

Porque escrever é magia
de quem nasceu com talento,
de umas poucas palavras
edifica um monumento,
descreve briga de galo,
mata a cobra e mostra o talo
cavalgando num jumento

Tem muita gente com medo
de empunhar a caneta,
foge dela assustada
como se fosse o capeta,
temendo que ela queime
se um dia ele teime
em escrever uma letra

Um candidato a escritor
precisa se exercitar
lendo um bocado de livros,
escrever muito sem parar,
vivend'o imaginário
de olho no dicionário,
na fantasia viajar

Para ser um beletrista
paladino da cultura,
intelectual famoso
de saber e formosura
precisa de dedicação,
ter pronto um livro na mão
com a sua assinatura

Publicado no site: O Melhor da Web em 16/05/2009
Código do Texto: 25433

Francisco Gonçalves de Oliveira

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