terça-feira, 25 de janeiro de 2011

eleições

10/8/2008
Eleiçoes 2008
Em período eleitoral todos defendem seus interesses, e esse é mesmo um jogo de interesse. Alguns defendem a manutenção de seus privilegios, outros querem readiguirir o que perderam, e ainda tem aqueles que pensam em conquistar algum. E o apaixonado, esse quer ganhar apenas a amizade do seu candidato, e nada mais. Trata-o como um verdadeiro Deus! E é capaz de ofender seu melhor amigo, em defesa do seu candidato. Alguns candidatos adoram isso, até estimulam este infantilismo, se deixando tocar, beijar, abraçar... E o povo se contamina com seu perfume, seu hálito cheiroso de homem bom e inteligente. O fator honestidade, nem sempre é o mais importante, infelizmente. O que vale mesmo, é que teve o raro momento em sua vida de tocar num "dotor". E "dotor" aquí é só uma alcunha, pois muitos nem graduados são. Mas seu terno, suas palavras melífluas, aliados ao charme, lhe dar um ar de DOUTOR. Eu sei que existem alguns, que são feios de doer, mas esses, usam outras técnicas de embromar. A verdade é que se comparar um doutor de verdade, com algum candidato, daqueles preparados por marqueteiros de plantão, logo sentencia quem é o "dotor", ainda mais se o tal doutor descuidar e errar uma palavra, uma vírgula sequer ao escrever um texto, o que é bem provável que aconteça, pois ninguém tem vocação para ser Deus. O saudoso padre Antonio Vieira, de Várzea Alegre, diria:Santa jumentalidade! E se o eleitor mais atento, prestar atenção verá que todos os doutores do Brasil resolveram se candidatar aquí em Taboão da Serra, pois é "doutor em Taboão" que não acaba nunca!
Quando vejo um candidato, desse tipo, prometendo coisas pertencentes a outros poderes da administração pública, de competência do lesgilativo, ou do executivo, prometendo mundos e fundos, sem previsão orçamentária, sem dar a mínima para o que diz, lembro dum caso que ocorreu em minha terra.O caso é o seguinte:
Um candidato em campanha, havia prometido dar um jogo de alianças para um eleitor que iria se casar. E o comício, do tal candidato, iria acontecer naquela noite. E começa o discurso do candidato:
- Prometo construir hospitais, escolas, asfaltar as ruas, limpar as praças, construir chafariz, e etcetera e tal, pois candidato do interior adora chafariz.
- É quando avista o Severino, o mesmo homem que ele havia prometido dar um jogo de alianças, todo entusiasmado, dando pulos de alegria com o discurso do seu candidato. E introduzia seu dedo indicador dentro daquele orificio, que fazemos, utilizando o dedo indicador, e o polegar. Melhor dizendo quando queremos dizer que está tudo ok. E em seu frenesi gritava para todos:
- Esse é um cabra pai dégua! Que vai melhorar nossa cidade!
E pulava de alegria, sempre fazendo gestos com os dedos, para chamar à atenção do seu candidato.
É quando o Saturnino Braga puxa na camisa do seu acessor e interroga:
- Mané dá uma olhadinha aí no caderno e ver se eu não prometi dar o cu pra alguém!
Pois é amigo, Nesse tempo de promessa, todo cuidado é pouco!

Francisco Gonçalves de Oliveira

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